Ele me olha como um pedaço de carne exposto no açougue, com uma certeza infinita de que meu ódio me conserva ali, eternamente, à sua espera. Esperando pelo dia em que ele trará novamente felicidade à minha vida. Contando com o dia em que ele encontrará a mesma menina, bêbada e suja, ajoelhada aos seus pés, jurando-lhe amor eterno.
Ele me olha com a lembrança de um amor impossível, escarrado, declarado e vivo, ali nas veias do silêncio que sobrou. Ele me olha com a ternura de um sentimento abandonado, com o carinho de um coração quebrado. E ele sente dó.
Não. Ele não suporta a minha felicidade. Não reconhece nos meus olhos nenhum tipo de tranqüilidade. Ele só quer arranhar a cicatriz. Para ver se ainda sangra. Para ver quanto do meu desejo ainda orbita sob o seu ego. Para ver quanto do nada que sobrou. Mas há tempos eu já não estou mais ao seu redor.
E por isso ele invade a minha caixa de e-mails com os seus sentimentos mal resolvidos, arranja o número do meu celular por meio de outros amigos e me procura para dizer “Penso em você”. A que horas? Enquanto você trepa com a sua namorada na madrugada de um sábado qualquer? Ou enquanto você tem uma diarréia em meio a uma reunião de trabalho?
Não, eu não o suporto. Pois vejo nele a mesma arrogância com que olho a menina bêbada e suja implorando por um pouco de amor. Eu o odeio, porque odeio os erros que meu coração comete, quando pulo de cabeça num poço de sentimentos rasos. Eu definho no meu ódio, porque ainda sinto ódio do que fui e daquilo que lhe dei de graça. Eu o afasto, porque quero longe a fantasia de palhaço no teatro dos amores mal resolvidos.
Mas eu o perdôo. Perdôo porque é preciso perdoar a mim mesma e parar de chamar de sua a vergonha que carrego em mim. Perdôo porque com ele aprendi uma das lições mais tristes e doloridas, porém eu sobrevivi. Perdôo porque um dia eu não sabia, que amor nenhum sobrevivia, onde não há amor próprio.
Ele me olha com a lembrança de um amor impossível, escarrado, declarado e vivo, ali nas veias do silêncio que sobrou. Ele me olha com a ternura de um sentimento abandonado, com o carinho de um coração quebrado. E ele sente dó.
Não. Ele não suporta a minha felicidade. Não reconhece nos meus olhos nenhum tipo de tranqüilidade. Ele só quer arranhar a cicatriz. Para ver se ainda sangra. Para ver quanto do meu desejo ainda orbita sob o seu ego. Para ver quanto do nada que sobrou. Mas há tempos eu já não estou mais ao seu redor.
E por isso ele invade a minha caixa de e-mails com os seus sentimentos mal resolvidos, arranja o número do meu celular por meio de outros amigos e me procura para dizer “Penso em você”. A que horas? Enquanto você trepa com a sua namorada na madrugada de um sábado qualquer? Ou enquanto você tem uma diarréia em meio a uma reunião de trabalho?
Não, eu não o suporto. Pois vejo nele a mesma arrogância com que olho a menina bêbada e suja implorando por um pouco de amor. Eu o odeio, porque odeio os erros que meu coração comete, quando pulo de cabeça num poço de sentimentos rasos. Eu definho no meu ódio, porque ainda sinto ódio do que fui e daquilo que lhe dei de graça. Eu o afasto, porque quero longe a fantasia de palhaço no teatro dos amores mal resolvidos.
Mas eu o perdôo. Perdôo porque é preciso perdoar a mim mesma e parar de chamar de sua a vergonha que carrego em mim. Perdôo porque com ele aprendi uma das lições mais tristes e doloridas, porém eu sobrevivi. Perdôo porque um dia eu não sabia, que amor nenhum sobrevivia, onde não há amor próprio.

